FIC 2016 – The Content Revolution

Final de ano, período de retrospectivas, no qual aproveito para compartilhar os conhecimentos que adquiri no melhor evento de Conteúdo que pude comparecer em 2016: o The Content Revolution do FIC, realizado em outubro com uma edição em Porto Alegre e outra em São Paulo. Foi um dia inteiro de imersão nos benefícios e estratégias de conteúdos para marcas, dos quais apresento alguns tópicos abaixo.

Mark Schaefer – The Content Code: igniting your brand in a noisy world

– Segundo ele, a próxima pergunta que devemos nos fazer é: para onde estamos indo? Afinal, hoje, conteúdo não é mais suficiente.
– Já passamos pela era do WWW, do Search, estamos na era do SM e Mobile Marketing, mas qual será o próximo passo?
– O SEO hoje traz utilidade para os consumidores, ajudando a descobrir facilmente o que estão procurando. O problema para as marcas é que cada vez mais são criados conteúdos, se tornando mais difícil e caro criar e distribuir conteúdo único e de qualidade.
– Estudos apontam que a quantidade de dados disponíveis vai crescer 500% até 2020!
– O nível diário de consumo de conteúdo pelos usuários tem um limite: em média de 10 horas por dia, isso graças ao mobile, sendo que o Brasil é o segundo no mundo em quantidade de consumo de conteúdo pela internet.
– Mas qual será a próxima onda? Wearables? Realidade virtual? O que vamos fazer no Marketing? Qual será a estratégia?
– O Facebook, por exemplo, corta cada vez mais as marcas em sua plataforma! Como desbloquear isso? Como fazer com que as pessoas compartilhem?
– As pessoas compartilham quando algo é importante, é correto ou é divertido! Acabam advogando por uma causa. Querem que algo seja um reflexo de sua identidade, querem fazer um ato de generosidade (meus amigos vão gostar de ver isso, vai ser importante minha mãe saber disso), algo que tenha razões emocionais ou que sejam símbolo daquilo que mais gostam. A Coca-Cola, por exemplo, não tem consumidores, mas fãs apaixonados pela marca.
– Por isso alguns elementos são importantes e um deles e as histórias reais. Como exemplo, Mark cita a Mirabeau Wines, que já produziu mais de 300 blog posts e 250 vídeos. Um deles, que viralizou no YouTube, ensina como abrir uma garrafa de vinho. É algo simples, real, útil e que caracteriza a personalidade da marca!
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Creating a Brand in 60 seconds

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=u1wROm-OF9w /]

– O importante é perceber que o Branding é a coisa mais importante em uma empresa, mas além disso, perceber a que a marca é menos do que conteúdo, que é menos do que o consumidor: marca > conteúdo > consumidor.
– Alguns princípios importantes: TRUST. Os consumidores querem marcas nas quais podem confiar, que nunca vão desapontar. E para as marcas, é importante conhecer quem é sua audiência alpha, aqueles 2% que são muito importantes, que realmente sabem o que a sua empresa é. Afinal, segundo Mark: trust > traffic
– BE MORE HUMAN. Apenas colecionar leads é trabalhar em uma teoria Inbound, mas criar relacionamentos é construir valor para uma marca. E essa precisa ser original, mostrar para que veio, conversar como um amigo, uma pessoa real, se comunicar de pessoas para pessoas. Afinal, segundo Mark: friends > leads

Destemperados – Diego Fabris

– Para trabalhar com conteúdo é preciso ter consistência e frequência, afinal, não é como uma corrida de 100 metros rasos, mas sim, uma maratona!
– Segundo Diego, o Destemperados se preocupa muito com a gestão das comunidades, seja com a Rede Destemperados ou com os food hunters, por exemplo. O importante é ter essa capilaridade para otimizar a geração do conteúdo.
– Algo importante é o relacionamento da marca com os consumidores. Ela deve seguir a máxima: se relacione com os outros como você gostaria que se relacionassem com você! Isso é simples, mas é mais barato que mídia e pode gerar mídia espontânea!
– É preciso enxergar também que a distribuição multiplataforma vai além das redes sociais: é estar onde os diferentes públicos estão, da forma como cada um deles quer.
– Hoje o Destemperados atua em blog, Redes Sociais, Guias Pocket, na Casa Destemperados com cursos de culinária, na coluna no jornal Zero Hora, em um canal no YouTube e no food truck. E em todas essas “plataformas”, o foco é o conteúdo, é a experiência.
– Um evento deve ser ampliado, por exemplo, é ir publicando sobre o evento, gerar conteúdo a partir dele, afinal, promover experiências inspiradoras é a melhor forma de gerar conteúdo.
– Mas claro que não é fácil: no início eles fizeram impressos com anúncios de restaurantes, por exemplo, e até branded content de graça, afinal, no Brasil o branded content precisa ser forçado.
– E o mais importante: branded content não é branded branded!
– Exemplo: Taste Games vai reunir Youtubers em competição de Hamburgueres

BuzzFeed – Bruno Belardo – Os Novos Rumos da Comunicação

– Segundo Bruno, o BuzzFeed produz 600 conteúdos diários em nível global! E alguns conteúdos, como o The Dress e o Dip de Espinafre (publicado no Tasty, com 82 milhões de views em menos de 24 horas), são alguns exemplos de ideias que deram certo, mas salienta que muitas não dão. É um constante teste entre erros e acertos, afirma ele, e o importante é não perder tanto tempo com reuniões e planejamentos, mas efetivamente colocar a mão na massa.
– O importante é entender o ciclo: o que é individual se conecta a você > que se conecta ao seu círculo próximo > ao círculo cultural > ao círculo cultural em larga escala > ao coletivo!
– Exemplo: um vídeo que apresenta as dificuldades em ser canhoto, as dificuldades que vive um casal que começa a morar juntos. São coisas que as pessoas que estão vivendo essa situação, se identificam rapidamente.
– Quanto mais relevante algo é para a marca, menos relevante é para o público, ou seja, não fale só de você! É preciso criar conteúdo para pessoas compartilharem!
– Nas estratégias do BuzzFeed o que está no centro é a tecnologia, o talento e os dados. Ao redor estão as ações de criar, adaptar, distribuir e impactar. Ou seja, é 50% ideia e 50% distribuição.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=G4Sn91t1V4g /]

Spotify – Victor Sorriso – A música não pode parar: o Spotify e a magia das playlists

– Segundo Victor, o streaming com publicidade cresceu 192% nos últimos tempos. E isso se deve ao acesso, em contrapartida à cultura da escassez. Antes, só conseguíamos comprar 1 disco, por exemplo. Hoje está sempre disponível e de graça! Ou seja, é a premissa: be everywhere, on demand and personal.
– E ele faz a analogia: fomos do álbum para o momento, da faixa para a playlist.
– O Spotify começou em 2008 como biblioteca, em 2013 passou a realizar a curadoria a partir dos moods, em 2015 iniciou a personalização e em 2016 a intensificou com as “descobertas da semana”.
– Hoje o Spotify tem insights de comportamento e rotina dos usuários: 25% dos exercícios físicos são realizados em dias da semana, e 75% das pessoas buscam relaxar na quinta-feira. Isso tudo graças aos moods e playlists.
– O rádio só ganha do Spotify quando as pessoas estão dirigindo, sendo que no Brasil já se somam 10 milhões de usuários ativos em 2 anos e meio.
– É a Streaming Generation: 81% tem até 34 anos e escuta 41 minutos de Spotify por dia!
– Exemplo de ação: Ação “Canta Comigo” da Nivea usa Spotify para achar pessoas com gosto musical parecido

Painel de YouTubers – Youtuber: Publisher de verdade

– YouTubers presentes: Canal Nem eu sabia, Canal do Wendel Lira, 1 quarto;
– Por que anunciar e realizar parcerias com YouTubers? Eles têm mais conexão, são espontâneos, próximos das pessoas, geram identificação, falam de problemas reais e falam a mesma língua de quem os assiste.
– Os influenciadores são movidos pelo desejo de comunicar! Por isso, passam a mensagem de forma efetiva.
– Quando anunciantes buscam realizar parcerias, é preciso que esses se adaptem ao público e à forma de produção do próprio YouTuber, do contrário, a ação não gerará os resultados esperados.

VICE – Daniel Conti – A Marca como Publisher

– Segundo Daniel, hoje a VICE é multiplataforma e global. Ela passou por uma 1ª onda, que trazia formatos diferenciados de conteúdo, e por uma 2ª onda, que focou no conteúdo, na audiência, no pertencimento e no propósito como marca.
– Para ele, com as tendências e movimentos como ad blocking e serviços por assinatura, as marcas precisam começar a ter pensamento de Publisher.
– Afinal, uma marca tem promessas, um consumidor tem interesses e entre isso está a cultura e o conteúdo. E a cultura tem relevância emocional, enquanto que produtos e serviços são racionais, por isso uma marca precisa buscar sua diferenciação.
– Exemplo: Divulgação do filme “Planeta dos Macacos”.

Mark Masters – The Content Revolution: where you are, where you’re heading, how you’re going to get there

– Mar Masters explicou a revolução do conteúdo em 7 passos, criando uma história em torno disso, como se fossem os passos de uma viagem.
– As marcas precisam iniciar com o destino, com onde querem chegar, em mente.
– Precisam encorajar as pessoas a pensar mais, com maior profundidade.
– É preciso construir uma rede de contatos e uma estrutura de distribuição.
– Não importa quão devagar se vã, desde que não pare. Ou seja, criar o mínimo mas com o máximo de impacto.
– Uma faísca acende fogos de artifícios!
– Um aliado na criação de conteúdo também se transforma em um aliado na promoção dele.
– A mensuração deve existir, mas não deve focar apenas no volume. Ao que ele usa o exemplo: se você faz uma festa em sua casa, não quer que toda a vizinhança apareça, apenas seus amigos. Uma marca também não precisa conversar com todo mundo!
– Carregue consigo as coisas certas! Ou seja, faça o conteúdo com algum propósito que não seja apenas tráfico. Tenha uma direção que não seja focada apenas em números e não use apenas adjetivos para descrever sua marca através do conteúdo, afinal, é preciso criar sentido!
– Os conteúdos devem ser HOW (informativos), NOW (relacionados com a atualidade) e UAU (visuais)!
– E, para terminar o evento com chave de ouro, o conselho de Mark foi: “faça a sua viagem ser maravilhosa a cada etapa!”

PUBLICADO POR

Anna Laura Neumann

Publicitária e Social Media, apaixonada por tudo o que envolve Comunicação, pessoas e relacionamento.

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